Um Bate-papo com Marcos Labanca

Em um momento super especial o nosso diretor Marcos Labanca foi convidado a participar do bate-papo sobre Negócios, História e Oportunidades no programa Colher de Chá Negócios e Finanças. Ele, fundador da Labanca Imóveis, falou exatamente do jeito dele, sincero e verdadeiro, sobre como surgiu a Labanca Imóveis, como ele busca gerenciar o dia a dia da imobiliária, sobre o cuidado que sempre tem com os clientes, concorrência na região, mercado, crise e até lições de vida.

Conheça um pouco mais da nossa história e de todo o trabalho de cuidado com o cliente que buscamos fazer. Assista o programa na íntegra abaixo ou leia um pouco sobre os melhores momentos dessa conversa que ressaltamos logo abaixo.

Como surgiu a Labanca Imóveis?

Marcos Labanca: Eu não sei se me lancei nesse mercado ou se fui lançado. Meu pai era corretor e eu aprendi com meu pai, Fernando Labanca. Quando eu tinha 3 anos meu pai virou corretor de fazendas e eu ia com ele, naquela época se vendia muito mais fazendas e eu ia sempre com ele nos trabalhos de avaliação, atendendo vendedor, participando de reuniões, isso tudo em diversas fases da minha adolescência. Mas só comecei a atender o público só com 15 anos…. Me formei em direito mas não advoguei. Mas a corretagem me puxava, não sobrava tempo pra advogar. E eu tinha 3 filhos, casei muito cedo, tinha que trabalhar, tinha que produzir, não tinha tempo de sobra pra respirar. Tinha que trabalhar, produzir, vender e fazer bem feito se não eu estaria morto. A minha mulher me ajudou muito nessa grande fase. Hoje tenho 55 anos, ou seja, 40 anos de mercado.

Qual a origem do nome Labanca? 

ML: É italiano, nome da família, meu bisavô veio da Itália. É um nome que marca que facilita, já conhecido, as pessoas sempre me chamaram de “Marcos” ou de “Labanca” também.

Qual o diferencial da Labanca?

ML: O cuidado com o cliente e a verdade com o cliente é o nosso diferencial. Ele tem que ser tratado como o maior bem e o maior patrimônio que você tem, de nada adianta ter uma série de bens materiais se seus clientes não estiverem satisfeitos com você. Tem que ser um relacionamento duradouro, no trabalho e na vida, ter ações na vida que sejam duradouras, assim a vida fica melhor.

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Quantos clientes você tem?

ML: É impossível contar pois temos mais de 40 anos de empresa. O que mais acontece com a gente é queum cliente nosso bem atendido indica mais 3 clientes em um período de 5 anos, portanto em 40 anos de trabalho focado no cliente não dá pra contar quantos conseguimos conquistar.

Quais serviços vocês oferecem atualmente?

ML: Imóveis comerciais e residenciais, tanto para venda quanto para locação. A avaliação que fazemos é a do corretor que é diferente da avaliação do engenheiro e de outros profissionais. Com ela analisamos por quanto esse imóvel se transforma em dinheiro de acordo com a relação ao mercado, por quanto aquilo vai valer efetivamente.

Como vocês estao rankeados no mercado?

ML: Não somos os mais ricos mas somos um dos melhores devido ao cuidado com o cliente tanto com o locador, locatário pois temos que proteger os clientes das armadilhas e zelar pela segurança do negócio que ele fez. Pois podem aparecer problemas depois de anos no imóvel, principalmente jurídica para ele não ter problemas futuros.Captura de Tela 2015-07-30 às 17.08.50

“O tempo é o bem mais precioso que se tem”

Existe muita concorrência no mercado atual?

ML: Sim, muita concorrência e acho bom. Acho a concorrência saudável é bom em todos os mercados. Te obriga a aprimorar e melhorar. Eu imagino que se tivesse apenas 1 profissional em cada profissão seria algo terrível! Seria um monopólio público. A concorrência é ótima principalmente com o cliente.

Como lidar com a concorrência em um momento de crise?

ML: Você tem que respeitar e conhecer a concorrência, mas o sol nasce pra todos e todos tem espaço pra trabalhar. As populações são tão grandes e o mercado é tão grande que cabe todo mundo. É claro que existem concorrentes muito ambiciosos ás vezes e que de certa forma é como se tentassem destruir o mercado. Mas não conseguem, pois o seu patrimônio é o seu trabalho, a sua bagagem a sua competência.

“Se você tem uma história sólida e fundamentos sólidos a sua empresa vai sempre ter um espaço.”

 

Hoje como você vê o mercado imobiliário na nossa região? Houve em algum momento queda das vendas? as pessoas que querem vender os seus imóveis ou quem quer comprar está esperando ver o que acontece com as notícias do Brasil? Como você vê esse cenário atual?

ML: As notícias são péssimas, você liga a TV e dá vontade de sair correndo, né? Lê uma revista e dá vontade de se enfiar em um buraco. Mas no nosso escritório continuamos fazendo negócio, Graças a Deus. Recebemos sempre novas propostas, também. E isso demonstra que o comprador quer comprar.

 

O que eu sinto é uma queda nos preços, nos últimos 6 meses eu vi uma queda de 10% a 12% nos preços que eram realmente praticados, ou seja, não aquele preço que você pede mas naquele preço que você efetivamente consegue.

 

Mas se você diminuir e se adequar vai consegui vender. Se o seu imóvel tiver toda a documentação, bom endereço, conservado ou até não conservado porque você pode comprar um bom terreno e reformar. Pra vender qualquer coisa agora tem que estar com o preço alinhado, documentação e vontade de vender, você consegue vender.

 

É uma boa hora de vender ou é uma boa hora de comprar?

ML: Sempre é um momento de comprar ou vender, dependendo da necessidade de cada um. Se você precisa de mais dinheiro no banco ou se há uma necessidade de mudança por motivos como separação no casamento, falecimento de familiares, mudança para outra cidade, busca por maior qualidade de vida ou até uma promoção no trabalho fazendo com que você busque algo melhor, será uma boa oportunidade de compra ou venda. O mercado realmente se afeta pelas mudanças econômicas na parte de financiamentos e formas de pagamento, fica mais lento mesmo e mais difícil, mas não vai parar.

 

Toda empresa tem seus naturais conflitos em recurso humanos. Como vocês resolvem isso?

ML: Sempre conversando. Eu sou apaixonado pelos meus corretores e quando há algum conflito em chamo a pessoa para conversar, ouço mais do que falo e depois converso com a outra e depois conversando com todos juntos e vamos negociando.

ML: Eu adoro negociação e isso é pra tudo, até com a minha mulher. rsrs

Quais os principais talentos necessários para o profissional da sua área na hora de você contratar?

ML: No primeiro lugar você tem que confiar, sem confiança não vai dar certo. Persistência, vontade e necessidade de crescer e aprender além de ter cuidado com o próximo, se for uma pessoa muito egoísta na hora de fazer negócios ele vai querer passar por cima de todos. Ás vezes em prefiro uma pessoa mais tranquila, que não seja aquele clássico vendedor porque tem que jogar no time do cliente e no da empresa, vestindo a camisa. A empresa precisa que a pessoa confie na empresa e no trabalho dele, além de ter que aprender caso contrário você chega a um limite e não vai além. Outra coisa ruim é a mentira, é horrível, é a pior coisa que tem.

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Prefiro ensinar. Eu costumo dizer que para formar alguém para trabalhar com a gente leva 5 anos. É caro, você investe na pessoa por 5 anos. E isso tem um custo. Quando eu tenho que despedir alguém eu sinto como se eu estivesse perdendo muitas oportunidades pois investi naquela pessoa.

“No nosso escritório não escondemos nada, eles tem acesso a tudo a todas as informações. Isso também tem uma vantagem…”

… eu viajo muito e posso viajar porque eles podem cuidar das coisas porque dominam. Tenho uma ou duas pessoas que lideram e assim eu tenho tempo pra mim, faço o que gosto e não sou escravo do meu trabalho. Tudo isso porque tenho pessoas em quem confiar. Quando viajo eu não tenho problema, pelo contrário, eles evitam problemas por serem treinados pra isso e eu não tenho que apagar incêndio.

“Sorte é o preparo aliado a oportunidade”.

Se você pensa nos seus filhos e quer pensar no futuro deles, você precisa prepará-los, investir nos seus filhos como pessoa. Não adianta nada você ter um patrimônio enorme se eles não estiverem preparados. É muito melhor deixá-los preparados para o trabalho, preparado para ser um profissional e um cidadão de verdade do que encher de bens e ser um idiota. Não devemos fabricar idiotas e sim pessoas que realmente trazem colaboração para a sociedade.

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